Por Caio César Muniz (Jornalista).
Nem eu, nem ninguém tem como atestar com 100% de certeza, mas eu arrisco 95%: Walter e seus aliados prepararam uma arapuca para a governadora Fátima Bezerra e quebraram a cara.
Fátima não nasceu ontem e sua vivência na política a coloca como uma das figuras mais experientes neste jogo em todo o país.
A palavra de Walter e nada é a mesma coisa. Ele deu prova disto quando efusivamente abraçou e lançou Cadu Xavier à pré-candidatura ao Governo do Estado e quando, “de repente”, resolveu apoiar outro candidato e jogou a armadilha: não assumo o governo em caso de renúncia da governadora.
Em conversas de bastidores (ou plantadas), Walter teria dito que o RN estaria “quebrado”. O discurso então abasteceu a mídia adversária da governadora. Estaria aí a razão para o presidente do MDB no RN quebrar o seu acordo político com o PT e com Fátima. Nunca provou nada, nunca mostrou números e também nunca disse aquilo para todo mundo ouvir.
Fátima, abrindo mão do seu mandato, o caminho estaria livre para Walter mudar de ideia (de novo) e “voltar atrás” de abdicar a assumir o Governo “quebrado”.
Seria governador no período mais intenso destas eleições que se aproximam e com o garfo e a faca na mão para bancar o seu candidato. O cargo era (e ainda é) seu por direito e não seria crime se ele assim agisse e ética é algo que ele desconhece.
Fátima foi arguta, fez valer a sua experiência. “Aqui não, sabichão!” Deu um xeque-mate em quem achava que o jogo estava ganho.
As peças estão de volta ao tabuleiro, o jogo agora é às claras e seus adversários estão atônitos pensando agora numa plano “B”, “C”, “D”… Fátima não caiu na armadilha.














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