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Era uma vez, no mundo do futebol…

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Por Henes Dácio Urbano Muniz

Não é, e nem precisa ser uma historinha daquelas que embalam a rede dos bebês quando contam pra esses nascituros mui amados, longe disso, mas apenas visitar às páginas memoráveis nas Copas do mundo desde o seu início, no longínquo ano de mil novecentos e trinta, quando o rádio e o jornal impresso eram a maiores fontes de informação.

Daquele tempo antigo existem poucas imagens e, provavelmente, quase ou nenhum vídeo pra visualização curiosa. Mas ali, o Uruguai ganha a primeira das diversas competições mundiais.

Sempre houveram azarões, favoritos, personagens para o bem ou para o mal.

Nos primeiros 50, 60 anos de Copa, prevalecia às grandes escolas do esporte, domado pelos pés habilidosos de jogadores quase lendários – quase não – lendários mesmo.

Forças extraordinárias surgiram nos tempos românticos, numa época em que uma boa parte dos atletas eram semiprofissionais.

O futebol era uma renda extra pra os primeiros esportistas mundiais.

Há casos de intromissões políticas pra liberarem alguns desses prodigiosos sujeitos.

Daqueles idos anos, ficou a nostalgia de um lado e o saudosismo (“do lado de lá”, como dizia o memorável narrador Luciano do Vale) de times imparáveis da primeira ou um pouco mais da metade de século futebolístico.

Equipes arrasadoras surgiram num Brasil que dominou o calccio até 2002 com cinco títulos, sete finais e uma lista sem fim de craques inesquecíveis. Daqueles que tinham às pernas tortas e nomes engraçados, tais como: Garrincha, Pelé, Zico, e até brutamontes vencedores e de sangue latino. Dunga, mas não é aquele do conto de fadas.

Na vizinha Argentina diversos tangos melancólicos surgiram juntos com Kempes e Maradona.

Do velho continente a azurra (Itália), agora decadente e Alemanha faziam o negócio ficar equilibrado pro velho mundo. Havia uma Holanda do futebol total, jogando muito e perdendo sempre.

Assim foi descortinado o futebol pelo mundo afora.

Mas, de repente, como de um súbito, uma coisa explosiva surgiu trazendo a elegância dos franceses que desde 1998 até agora fizeram quatro das últimas sete finais.

Um novo e vivo caminho foi aberto pelos franceses que teimam em rumar outra vez até o topo do Olimpo.

Existe a necessidade de abrir um parêntese pra Argentina, de Lionel Messi, com seus dribles desconcertantes e título na última Copa, aliás, ali, Argentina x França fizeram um dos jogos mais espetaculares já vistos pelos amantes desse e de outros esportes.

As histórias e os seus personagens surgem na medida em que se escreve um novo capítulo autoral.

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