Por Henes Dácio Urbano Muniz.
Dessas três palavras será feita a tentativa de arrumar alguma especificação das tragédias do futebol brasileiro (seleção) nas últimas cinco copas do mundo.
É verdadeira a sentença que diz assim: Na multidão dos muitos conselheiros, há sabedoria”. (Provérbios de Salomão. Cap.11 vers-14).
É uma verdade canônica, portanto é absoluta como um princípio clássico da vida prática pertencente ao homem e a instituição, nesse caso, ambos. Ninguém tem dúvidas sobre o trágico futebol nacional. Têm uns que não querem ver, porém é translúcido o decadente esporte tupiniquim.
– O texto é longo, porquê é necessário.
1) Símbolos: O principal simbolismo desse novelo emaranhado repousa sobre alguém em especial. Infelizmente, pra esse personagem a história será dura, e talvez até injusta, mas o maior símbolo desses tempos tenebrosos é Neymar Júnior (o homem menino).
Quatro Copas, nenhum brilho, títulos, idem. É sugestiva a performance do atleta quando aliada com a mesma coisa relacionada a seleção. Como numa cena dramática do teatro, ambos, (Neymar e Seleção Brasileira), fazem as despedidas desse torneio.
É uma demonstração da coisa (carreira) malfeita, mal administrada e cheia de contemplações pessoais, assim como Narciso (deus grego) a vislumbrar a própria face. O mesmo é válido para a Seleção, que é contemplada apenas por ela mesma.
2) Tipo: Geralmente essa palavra é usada pra mostrar um padrão estabelecido e representativo. Qual o padrão do jogador brasileiro hoje? O típico jogador brasileiro um dia foi a técnica apurada e o comportamento decisivo em campo. Eram homens que se agigantavam quando precisava, agora, fogem e somem dentro de campo quando exigidos.
– O primeiro pênalti no jogo de ontem é mui explícito o modelo. No Real Madrid (treinado por Ancelloci) Vini Júnior era o batedor, pois bem. Cadê Vini Júnior? Era o nosso principal jogador nessa Copa. Porque não foi bater?
Nas grandes seleções, os grandes batem e fazem. Kane (Inglaterra), Messi (Argentina), Mbappe (França), CR7 (Portugal)
Porque eles batem? O motivo é óbvio. É o tipo do jogador decisivo, coisa que não temos mais há muito tempo.
Esse torneio, mais do que todos os outros juntos, é o certame dos grandes personagens. Eles (atores) estão espalhados por diversas seleções, menos na nossa. Certamente nem todos estarão na final, mas um deles fatalmente decidirá a empreitada. Desse tipo extraclasse já deixamos de tê-los.
3) sombras: Estamos no lado oposto da áurea que um dia nos fizeram resplandecentes. Vivíamos uma era iluminada; éramos um eldorado. Agora somos ou fomos penumbrados, ofuscados ou eclipsados. Nos sentíamos ricos e fartos, fomos achados, miseravelmente pobres, cegos e nus, assim como a igreja de “Laodicéia”. (Bíblia – Livro do Apocalipse). Do lado escuro, vemos diversos astros luminosos a resplandecer.














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