Por Caio César Muniz – Jornalista.
Espetaculoso, boquirroto e lacrador, Cabo Deyvison surgiu para a política de Mossoró com a cara do partido que abriga Nikolas Ferreira, Sargento Gonçalves e os Bolsonaro, todos do mesmo naipe, todos da mesma escola, todos do Partido Liberal (PL), que de liberal não tem nada.
Abrigado sob o guarda-chuva frágil do MDB, viu ruir seus muros, quando “os elementos” de sua casa não endossaram sua candidatura à Câmara Federal, ameaçando, inclusive, tomar pra si o seu cargo conquistado à duras penas e abraçar traiçoeiramente o seu maior adversário, o pula-pula Allyson Bezerra.
Pedra no sapato do ex-prefeito de Mossoró, fez barulho, vídeo, mungangas mil, a cara do PL, casa para onde agora migrou, abraçado com “coroné” Marinho, mas falando mal de coronéis, além dos sucos de xuxu, Álvaro Dias e Jorge do Rosário, o sempre perdedor de eleição. Cabo Deyvison não sabe onde se meteu, mas achou o caminho de casa.
Segundo ele, “não comunga com o radicalismo do PL”, mas ali está, comungando com a alta casta do partido.
Resta saber para onde irá em caso de um segundo turno nas eleições de outubro entre o ex-prefeito de Mossoró e o candidato da situação Cadu Xavier. Certamente Marinho e Álvaro não quererão aliança com o Partido dos Trabalhadores e não aceitarão aliados no mesmo palanque. Irá então Deyvison pedir votos para Allyson em quem ele tanto bateu? Esta eu quero ver. Sim, o cabo achou o caminho de casa, mas ainda precisa decidir como vai habitá-la.













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