Por Caio César Muniz (Jornalista).
Quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definiu o segundo turno das eleições para governador do Rio Grande do Norte às 20h49min deste domingo (04), o percentual de votos era de 36,69% para Allyson Bezerra, até então franco favorito a ganhar o pleito, inclusive em primeiro turno, contra 36,31% para Cadu de Lula, candidato do governismo até pouco tempo tido como “desconhecido” e que passou, na maior parte das apurações, à frente do ex-prefeito de Mossoró.
Ao final dos 100%, computados todos os votos, a diferença entre os dois ficou em 0,78% ou 15.509 votos, pouca coisa quando você pensa em nível de Estado. O jogo está aberto e agora não se pode mais subestimar a figura de Cadu de Lula. Tem gente assustada e analistas políticos sem palavras. Mesmo as pesquisas que estiveram mais próximas de cravar o resultado, não imaginaram um cenário tão acirrado.
O resultado soa como uma vitória também para a governadora Fátima Bezerra, que conseguiu ver ao mesmo tempo a sua candidata ao senado, Samanda Alves, eleita. Cadu, em uma grande campanha, e Walter Alves, o seu vice e traidor, fora do páreo.
Agora começa o segundo turno e os resultados são totalmente imprevisíveis e dependem muito do comportamento do terceiro colocado, Álvaro Dias, do Partido Liberal (PL), que, pelo que consta do noticiário, foi abandonado pelo homem forte do partido, Rogério Marinho, na reta final da campanha.
As peças começam a se movimentar e tudo pode acontecer. O certo é que Cadu de Lula surpreendeu a muita gente e provou que uma eleição estadual difere em muito de um pleito municipal. Provou também que não há franco favorito no RN e que o seu adversário agora, tem mesmo que “dar seus pulos” para ampliar a vantagem e conseguir a tão almejada vitória, porque ele, Cadu, também chega forte e ninguém é imbatível.











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