Segundo o IBGE, a inflação do último mês desacelerou e chegou a 0,09%, menor número para o mês de outubro desde 1998. Essa é também a primeira vez que o índice acumulado em 12 meses fica abaixo dos 5% desde janeiro deste ano, quanto registrou 4,56%. Com isso, a inflação fica bem próxima do teto superior da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
A desaceleração em outubro foi puxada pelo recuo no preço da conta de luz, com menor pressão da bandeira tarifária de energia, que passou de vermelha patamar 2 para patamar 1. Com isso, a energia elétrica residencial registrou queda de 2,39% no mês.
Por outro lado, o grupo de alimentação e bebidas, que possui o maior peso dentro do IPCA, interrompeu uma sequência de quedas e teve leve alta de 0,01%, considerada pelos pesquisadores como estabilidade. Ainda assim, esse número não exerceu pressão no resultado geral da inflação e ainda foi o menor resultado para um mês de outubro desde 2017, quando foi de -0,05%.
Outro produto que se destaca pela queda é o café. Após chegar a um pico de 82,24% no acumulado em 12 meses em maio deste ano, com forte sequência de altas, o preço do café já vem caindo há quatro meses consecutivos, com recuo acumulado de 3,52%.















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