O presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (18) que vai vetar o projeto de lei da dosimetria, aprovado ontem, e negou saber de qualquer acordo feito pelo líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). “Se não fui informado, não houve acordo”, disse o presidente.
Jaques disse que fez um acordo ao ver que “perderia no voto”, se disse tranquilo e que não se arrepende nem se envergonha do que fez, apesar das críticas ferrenhas do senador Renan Calheiros (MDB-AL), que expôs a situação na tribuna.
Lula já havia indicado que vetaria trechos que venha a beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A oposição já disse que, se Lula vetar a dosimetria, eles vão pedir ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que sejam votados os vetos logo no início dos trabalhos, em fevereiro. Como Lula não tem maioria no Parlamento, bolsonaristas confiam que convencerão o centrão a unir forças e derrubar o veto do petista.
Parlamentares já disseram que vão pedir a inconstitucionalidade da proposta. O líder do governo na Câmara, Lindbergh Farias (PT-RJ), declarou que vai recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal), sob o argumento de que houve mudança no mérito e violação ao devido processo legislativo. Os bolsonaristas defendem que foi um ajuste de redação, o que não obriga que o texto volte à Câmara para nova avaliação. O Senado aprovou a proposta por 48 votos favoráveis e 25 contrários.















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