A PF (Polícia Federal) realiza, na manhã desta sexta-feira (19), buscas em endereços ligados aos deputados federais Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Carlos Jordy (PL-RJ), em uma operação que investiga desvio de dinheiro público oriundo de cotas parlamentares.
Agentes apreenderam cerca de R$ 430 mil com Sóstenes, que é o líder do PL na Câmara. Assessores dos dois parlamentares também são alvos dos mandados expedidos pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino, no Distrito Federal e no Rio de Janeiro.
Conforme as investigações, “agentes políticos, servidores comissionados e particulares teriam atuado de forma coordenada para o desvio e posterior ocultação de verba pública”. São apurados os crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Cotas parlamentares são verbas mensais disponibilizadas a deputado e senadores para cobrir os custos de mandato. Na prática, funciona como um “cartão corporativo”.
O valor é calculado conforme o preço médio da passagem de avião do estado que o parlamentar representa para Brasília, embora a cota não seja destinada apenas a cobrir gastos com transporte. O dinheiro também é usado para bancar custos com alimentação, aluguel de carro e gasolina, combustível de jatinho, aluguel e contas dos escritórios dos parlamentares em seus estados de origem, entre outros.
O valor mensal disponibilizado aos parlamentares do Rio — casos dos dois alvos de hoje da PF — é de R$ 41.553,77. Sóstenes tem direito a um adicional mensal de R$ 1.353,04 por exercer cargo de líder de partido na Câmara.















Os comentários estão fechados