Em 2021, o Governo do Estado deu início a um trabalho que vem mudando a realidade do atendimento de ortopedia no Rio Grande do Norte. Com a estruturação de uma rede que hoje conta com a participação de 12 serviços de saúde, em 2025 a linha de cuidado da ortopedia ultrapassou as 100 mil cirurgias realizadas.
Foram exatos 107.157 procedimentos realizados nesses cinco anos, representando uma mudança no paradigma da saúde pública potiguar. As cirurgias de urgência que antes se limitavam a Natal, no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, e Mossoró, no Hospital Regional Tarcísio Maia, agora também são disponibilizadas em Pau dos Ferros, Caicó, Parnamirim, Macaíba e Assu. Com isso, o quantitativo anual de cirurgias saiu de 15.520 em 2021 para 26.834 em 2025, um crescimento de 72,89%.
No caso das cirurgias eletivas, a melhoria no atendimento é ainda melhor. Pela primeira vez na história do SUS no RN, durante a atual gestão o interior passou a contar com eletivas ortopédicas, com a instalação do serviços nos hospitais regionais de Assu, Mossoró e Pau dos Ferros. E, em breve, Caicó também passará a oferecer os procedimentos eletivos, com foco no Seridó.
A regionalização dos atendimentos é atestada pelos dados. Em 2021, ano de lançamento da rede de ortopedia, os hospitais do interior realizaram 2646 cirurgias, que representava cerca de 50% do que o Walfredo Gurgel realizava então. No ano passado, um salto de 116,36% elevou o quantitativo para 5725 cirurgias, ultrapassando o número feito no Walfredo Gurgel, chegando a 24,9 mil procedimentos neste período.
Na Região Metropolitana, a revolução se deu em vários pontos. No Hospital Deoclécio Marques de Lucena, por exemplo, o Governo investiu na abertura de mais de 60 leitos clínicos, transformando a unidade em referência nos procedimentos ortopédicos, com a implantação das cirurgias eletivas em apoio ao Walfredo. Já em Macaíba, a barreira ortopédica retirou de dentro do Walfredo Gurgel, em um ano, mais de nove mil atendimentos, desafogando a principal unidade hospitalar do estado e enfrentando a questão histórica dos pacientes em corredores.
Soma-se a isso ainda ações como a criação do sistema “vaga zero” para cirurgias de fêmur em idosos, que atendeu 524 pessoas em 2025 com cirurgias realizadas em menos de 24h, aumentando o potencial de recuperação dos casos. O sistema é realizado no Hospital Memorial, que junto com o Hospital Paulo Gurgel e o Deoclécio, fecha um cinturão de apoio ao Walfredo.












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