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Período de floração das craibeiras enfeitam o cenário urbano de Mossoró

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É impossível passar por algumas ruas de Mossoró nos últimos dias e não ficar encantado com a florada das craibeiras enfeitando a copa das árvores ou mesmo colorindo o chão com seu belo tapete de flores amarelas.

“A craibeira é uma espécie caducifólia que, no ambiente natural, perde as folhas durante a estação seca coincidindo com o período de floração, que inicia no final de agosto. Mas, dependendo das condições climáticas essa floração pode variar tanto em quantidade quanto época. O período de floração das Craibeiras ocorre em um período que chamamos de falso repouso.” Destaca a doutora em Biologia Vegetal, Rejane Tavares Botrel, da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA).

Conhecida por vários nomes, até cientificamente ela se mostra múltipla, sendo batizada de Tabebuia aurea ou Handroanthus aureus. Popularmente, também é conhecida como ipê amarelos ou ainda pau d’arco, no entanto, a Dra. Rejane esclarece que “na verdade, a Craibeira nunca recebeu a denominação  Handroanthus aureus. Seu basônimo, ou seu nome antigo, era Bignonia aurea. Atualmente o nome científico da Craibeira é Tabebuia aurea. Handroanthus é o gênero dos Ipês. Os Ipês e Craibeiras, são da mesma família (Bignoniaceae) e, antigamente, ambas árvores, faziam parte do mesmo gênero Tabebuia. No entanto, com o novo sistema de classificação baseado em genética molecular, Craibeira e Ipês foram separados em dois gêneros distintos Tabebuia e Handroanthus, respectivamente, devido a diferenças detectadas a nível molecular.”

Foto: Pacífico Medeiros.

O grande Alto São Manoel é um exemplo da pomposidade e beleza das craibeiras e seus buquês amarelos. Resistentes, a arvore tomou o lugar do nim (ou neem) africano (Azadirachta indica), espécie que se popularizou no Nordeste brasileiro, com propriedades inseticidas, mas que pode trazer, se não houver um controle, vários malefícios ao meio-ambiente, devido ao seu princípio ativo (a azadiractina), que não diferencia insetos prejudiciais de insetos benéficos, a exemplo, do seu pólen e néctar, tóxicos para as abelhas, e que podem causar deformidades em larvas, desorientação, esterilidade de rainhas e a morte de colônias inteiras.

Sob o olhar artístico e poético do fotógrafo Pacífico Medeiros, selecionamos uma série de imagens para ilustrar este momento ímpar da natureza, e que passa muitas vezes despercebido em meio ao corre-corre do dia-a-dia e do barulho da cidade grande, acompanhe abaixo.    

Foto: Pacífico Medeiros.

Foto: Pacífico Medeiros.

Foto: Pacífico Medeiros.

Foto: Pacífico Medeiros.

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