Por Caio César Muniz (Jornalista).
Nunca o adágio popular “tal pai, tal filho” caiu tão bem como agora com o núcleo familiar dos Bolsonaro. Assim como o pai, Jair Messias Bolsonaro, derrotado na campanha eleitoral de 2022 para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o filho, Eduardo, agiu igualzinho ao pai e fugiu do Brasil logo após ser derrotado no último pleito eleitoral pelo mesmo Lula.
Eduardo deixa para trás uma legião de eleitores da direita que celebraram efusivamente a sua vitória no primeiro turno e assessores surpresos com a fuga, como o coordenador de campanha, senador Rogério Marinho, que disse que esperava que ele liderasse o movimento direitista no país, que vive uma onda crescente.
A vitória de Lula sobre Eduardo por pouco mais de 4 milhões de votos, se assemelha à vitória sobre seu pai, Jair, embora maior. Ainda assim, algo que deveria ser celebrada pelo perdedor do último domingo, principalmente tendo em vista a grande vantagem de seus pares no Congresso em Senado, mas nada disto pesou na consciência de Flávio e ele, sorrateiramente, fugiu do Brasil.
O discurso dos mais radicais agora é de que ele “fugiu de uma ditadura”, na verdade ele fugiu da justiça da brasileira, covarde que é, praticamente assumindo a sua culpa em dois inquéritos criminais que correm no STF, um deles sobre o possível repasse milionário de Daniel Vorcaro, do extinto Banco Master, para o filme “Dark Horse”, sobre seu pai, com suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
Donald Trump, o louco, já garantiu vistos a Flávio e tem dito, sem provas, que a eleição brasileira pode ter sido fraudada, algo já negado até pelo ministro bolsonarista e presidente do TSE Kássio Nunes Marques.
A fuga do filho, somada a do pai, do irmão, e de agregados, aumenta o bando de insufladores de ações contra o Brasil nos EUA e mostra que o bolsonarismo não passa de um grupo familiar covarde e sem qualquer amor ao nosso país.













Os comentários estão fechados