Por Henes Dácio Urbano Muniz.
É bom que todos nós estejamos em juízo perfeito pra entender o que estão fazendo ou deixando de fazer os juízes em campo, senão ficaremos perturbados pela falta de juízo dos juízes.
O que vale agora, pode não valer mais daqui a pouco ou no lance seguinte. Ô povo desajuizado! E ainda tem a história da interpretação de cada um, que deixa o critério sem critério algum. É preciso ter juízo pra que se possa entender essa loucura.
É melhor trazer um árbitro entre eles (juízes) e nós pra que se entenda a ortodoxia e a hermenêutica da letra.
Dizem alguns que a regra é clara, mas não é bem assim, pois se assim fosse, não era tão obscura.
Este ano vimos muitos jogos sendo definidos pelo juiz, vimos muitos jogos sendo decididos pela falta de um.
E nós que éramos a favor da tecnologia, já estamos querendo voltar pra idade da pedra e há quem considere sinais de fumaça como ferramenta, mas os indígenas e extrativistas da Amazônia querem arbitrar sobre esse tema e dizem que só permitem desde que não se derrubem mais árvores.
O relógio que apita quando a bola passa do gol, o spray que demarca a distância dos jogadores, o VAR com várias câmeras, o impedimento automático, semiautomático, hipostático (relativo a hipótese) não ajudaram esses pobres pecadores.
Quem sabe se o profissionalismo possa ajudar, porque se for pra atrapalhar, é melhor deixar como está, pois se não funcionar alguns ou alguém pode ser expulso do jogo, até mesmo aquele que só assiste.
Vez por outra até há boas arbitragens, mas não recorramos a estupidez de fazermos elogios, porque aquele que hoje apita bem, no jogo seguinte pode ser desastroso.
Poderíamos até considerar que haja o juiz do juiz, mas isso pode causar uma grande confusão para os expectadores mais desatentos.
Nessa total ou ocasional falta de juízes é melhor andarmos em juízo perfeito antes que alguém mude as regras do jogo.
Mas, há um mérito nesses homens nobres, e é o fato de encarar estádios cheios e uníssonos de pessoas que entoam cânticos nada gentis a sua honra e por muitas vezes são maculadas às suas pobres mães.
Só um homem muito ajuizado pra enfrentar um negócio desse.
Eis o grande herói com seus feitos dignos de profundas canções , salva de tiros de canhão, ou rodeada a sua fronte de coroas de louro.
Vejam!!!
Triunfantes.
O mais belo entre os dez mil.
Seria bom que fosse assim, mas geralmente não é o que vemos.
Na verdade, o que se espera deles é que apareçam pouco, errem pouco e tenham algum juízo para que possam ser um bom juiz.















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