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Escritor mossoroense João Almino lança seu livro “Homem de Papel” nesta segunda-feira (23) em Iracema/CE   

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Iniciativa é da Academia Iracemense de Letras e Artes (AILA) que congrega escritores e artistas locais.

Localizada na microrregião da Serra do Pereiro, na mesorregião do Jaguaribe, Iracema, no Ceará, é uma cidade com cerca de 14 mil habitantes, segundo o último Censo, em 2022, celebra no próximo dia 25, 71 anos de emancipação política, mas com uma programação que já se inicia na próxima quarta-feira (18), com hasteamento de bandeiras e outras atividades religiosas e esportivas durante todo o dia (confira aqui: https://www.instagram.com/p/DV1D_TtjUUy/?igsh=MWFhd3YzbmM1MHk5dA==).

Um dos pontos altos da programação acontecerá no dia 23, às 19h, na Câmara Municipal da cidade, quando receberá o acadêmico João Almino de Sousa, da Academia Brasileira de Letras (ABL), que lançará o seu romance “O homem de papel”, semifinalistas do Prêmio Jabuti (2023), um dos mais importantes para a literatura latino-americana.

O imortal também ministrará uma mini-palestra sobre a sua trajetória literária e acadêmica a convite da Academia Iracemense de Letras e Artes (AILA), instituição que congrega também escritores e outros artistas da cidade e que completará 30 anos em 2027 e conta com o apoio da Prefeitura Municipal de Iracema/CE.  

Filho de João Almino de Sousa e Natália de Queiroz e Souza, ele mossoroense e ela, nascida em Iracema, na fazenda Benfica, atualmente Ereré, João, o filho, nasceu também em Mossoró/RNe citou suas ligações potiguares/cearenses ao ocupar a Cadeira nº 22 da ABL, vaga por ocasião da morte do cirurgião plástico Ivo Pitanguy, em 2017.

Em seu discurso de posse, João Enalteceu as suas raízes. “Em Mossoró, a segunda cidade a libertar os escravos no Brasil, aprendi desde criança a importância do compromisso com a justiça social.  Cidade palco do motim exitoso das mulheres contra o alistamento dos maridos e filhos para a guerra do Paraguai, que levantou a bandeira do voto feminino pela atitude audaz da professora natalense Celina Guimarães Viana, conscientizou-me para os direitos das mulheres. Um grão de sal do Rio Mossoró aguça o sabor dessas tradições: as histórias da resistência a Lampião, que não alimentaram minha ficção, mas sacudiram minha imaginação infantil. Na fotografia amarelada, meu pai, João Almino de Souza, aos vinte e poucos anos, posava ao lado dos colegas de trincheira com o fuzil do qual jamais saiu tiro. Ouvi relatos de minha saudosa mãe, Natália de Queiroz e Souza, sobre a fuga num trem de mulheres para Areia Branca. Através dela me ligo ao sol escaldante e à secura do sertão do Ceará; a Iracema, Ereré e à fazenda Benfica, onde nasceu e cresceu. A Fortaleza, para onde nos levou quando, aos meus doze anos, meu pai morreu e meu irmão mais velho, Pedro Almino, assumiu para mim o papel de um segundo pai”.   

Seu irmão, Pedro Almino, foi secretário de Saúde e prefeito de Iracema (2000-2004) e ocupa a Cadeira de nº 26 na AILA.

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